FEIPLASTIC 2017 É ABERTA EM SÃO PAULO EXPRESSANDO O OTIMISMO DO SETOR

03 abr 2017

Feira Internacional do Plástico começa hoje no Expo Center Norte com a presença de autoridades do setor e dos governos federal e estadual; aumento de produção e inovação foram as tônicas dos discursos

São Paulo, abril de 2017 – A considerar as declarações das autoridades presentes na solenidade de abertura da FEIPLASTIC 2017 – Feira Internacional do Plástico, nesta segunda-feira, 3 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, o momento para o setor é de retomada do crescimento depois de um período de resultados ruins na economia. “O pior já passou”, resumiu o presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho. A solenidade de abertura

Segundo o presidente da entidade, a melhor maneira de se enfrentar as dificuldades é aumentar a produtividade e passar a ser mais competitivo, condições que a indústria do plástico possui dada às características inerentes de sua cadeia, como inovação e presença em inúmeros setores da economia. “Nossa indústria está presente desde a seringa do posto de saúde até o avião”, lembrou Roriz. Na mesma linha, o vice-presidente do SIRESP (Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas), Edison Terra Filho, afirmou que é justamente por conta das várias inovações proporcionadas pelo plástico que o setor “segue trabalhando e cuidando da produtividade”.

Um bom sinal de que a FEIPLASTIC pode ser o termômetro dessa recuperação evidenciou-se na informação do presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Fernando Fischer, ao destacar que o pré-credenciamento de visitantes está 30% maior no número de visitantes no primeiro dia do evento, em comparação ao mesmo período da última edição.

Outro sinal de que o setor tem boas condições de recuperação está nos investimentos oficiais realizados. A diretora da área de Indústria e Serviços e de Indústrias de Base do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Claudia Prates, que representou o governo federal na abertura da FEIPLASTIC, disse que o banco investiu nos últimos anos cerca de R$ 11 bilhões no setor. As pequenas e médias empresas, de acordo com ela, têm sido o foco do BNDES no que se refere às facilidades de crédito. Claudia destacou o aporte de R$ 300 milhões feito pelo banco nesta área, do aumento do limite para R$ 2 milhões no Cartão BNDES (para financiar a compra de materiais e serviços) e outros benefícios presentes para capital de giro, além do Fundo Garantidor de Investimento, para concessão de garantia em operações indiretas a empresas de menor porte.

O representante do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o secretário de Energia e Mineração, João Carlos de Souza Meirelles, afirmou que o país vem passando por intensas transformações e salientou as mudanças importantes que acontecem nos setores químico, petroquímico e plástico. Meirelles ressaltou o trabalho da Braskem no desenvolvimento de materiais plásticos originados da cana-de-açúcar, cuja produção já está em 200 mil toneladas. Ele também convidou o setor a aderir ao programa do governo do estado para uma usina de transformação de lixo, no âmbito dos processos de reciclagem já realizadas por várias empresas. Segundo o secretário, um dos principais produtos dessa transformação será o aquecimento de fornos para a indústria de cimento.

Ciente de que o período crítico da indústria ficou para trás, a ADIRPLAST (Associação Brasileira de Resinas Plásticas e Afins) está empenhada em implementar três pontos fundamentais para o desenvolvimento do setor, de acordo com o seu presidente Laércio Gonçalves. O primeiro deles é em relação à tributação, a fim de equalizar as grandes diferenças do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entre os estados. Outro ponto, segundo Gonçalves, diz respeito à inadimplência, buscando uma nova cultura de gestão financeira para o setor, e, finalmente, a sustentabilidade, que é enaltecer a importância dos produtos plásticos na vida moderna.
 
Para o diretor financeiro da ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), Christopher Mendes, o diálogo e a interação entre os atores do setor do plástico é o caminho mais seguro para a retomada do crescimento. “E a FEIPLASTIC é o local indicado para isso”, disse. Mendes afirmou que a recuperação “saudável” do setor terá de ser feita com o incentivo à indústria de bens de consumo, sem cometer os erros do passado, que privilegiou o “consumo desenfreado” e desconsiderou os investimentos na produção.

A FEIPLASTIC é promovida e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e reúne 1.000 marcas expositoras nacionais e internacionais, com a presença de representantes de empresas e de organizações de mais de 60 países. São 15 países expositores, entre os quais: Áustria, China, EUA, França, Índia, Itália, Portugal, Reino Unido e Suíça, além de visitantes principalmente vindos da América Latina como Argentina, Chile, Bolívia, Itália, Colômbia, México, Peru, EUA, Paraguai, Portugal, Alemanha e Espanha. A cada edição a Feira vem acompanhando a evolução do setor que movimento bilhões de reais. O faturamento de transformados plásticos no ano passado foi de R$ 64,5 bilhões, gerando 322.679 empregos em um conjunto de 12.539 empresas, segundo a ABIPLAST.

RESILIÊNCIA PESSOAL E NAS ORGANIZAÇÕES

A Reed Exhibitions Alcantara Machado, em conjunto com a Harvard Business Review Brasil (HBR Brasil), organizou ao final da solenidade de abertura uma palestra com o norte-americano George S. Everly, Professor de Psicologia da Universidade de Loyola (Maryland), que abordou o tema “Resiliência e os desafios das organizações diante do inesperado”.   Logo após a cerimônia que abriram os trabalhos da FEIPLASTIC, o convidado falou sobre resiliência, a atitude de controlar respostas diante de situações física ou mentalmente estressantes. Essa conduta ganhou nos últimos anos uma dimensão mais estratégica, atraindo a atenção de pesquisadores, políticos, integrantes do poder público, de organizações diversas e do mundo corporativo.

Everly contou que sua própria vida tem sido um esforço contínuo de resiliência. Ele nasceu com dislexia, transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado pela dificuldade de leitura e de soletração de palavras, por exemplo. Segundo ele, seus primeiros professores diziam que ele jamais conseguiria aprender como as outras crianças, mas isso não impediu que se graduasse chegando ao nível de doutoramento na universidade. Hoje, Everly é autor e co-autor de mais de 20 livros, além de professor associado em Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University, também ministra aula de Psicologia na Universidade Loyola, em Maryland, e é o diretor executivo de Resiliency Science Institute da Universidade de Maryland.

Segundo as pesquisas desenvolvidas por ele e pelos seus colegas de universidade, a resiliência pessoal tem basicamente cinco pontos característicos:

• Otimismo – aquele que acredita no seu potencial e sempre procura ter atitude pró-ativa, ou seja, não fica apenas esperando as coisas acontecerem;
• Capacidade de tomar decisões – em boa parte das situações, isso não acontece porque as pessoas têm medo de cometer erros e isso as impede de tomar decisões. O resiliente procura enxergar o momento como oportunidade, não como eventual fracasso;
• Ter noção de “certo” e “errado” – também chamado de “bússola moral”, ou em outras palavras, sempre procurar aquilo que irá trazer vantagens para todos;
• Tenacidade – perseverar sempre, principalmente depois de situações de fracasso.
• Apoio de outras pessoas – o “apoio interpessoal multiplica a felicidade e divide a tristeza”.

O professor de psicologia afirmou ainda que é possível “aprender” a ser resiliente, embora seja uma característica inata de determinados indivíduos. Nas organizações, isso também é possível, a começar pelo treinamento das pessoas que ocupam cargos na linha de frente, incentivando o desenvolvimento dos cinco pontos mencionados. “Hoje sabemos que uma organização com resiliência tem menor turnover, as pessoas ficam menos doentes e a produção tende a ser maior”, ressaltou.
COM UM ESPAÇO EXCLUSIVO NO STAND DA BRASKEM, PICPLAST APRESENTA FERRAMENTA INÉDITA DE GESTÃO NA FEIPLASTIC 2017
O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e da Braskem, apresenta durante a FEIPLASTIC 2017 ferramenta inédita destinada a ajudar pequenas e médias empresas do setor plástico na tomada de decisões estratégicas e controle do fluxo de caixa.
Idealizada para dar suporte a empresas que queiram realizar algum investimento ou avaliar a aquisição de um novo equipamento ou molde, a ferramenta “Análises de investimentos” foi desenvolvida pela consultoria Advisia OC&C, contratada pelo PICPlast para criar uma solução intuitiva e prática.  Construído em linguagem Excel, o programa realiza cálculos sofisticados e indica resultados que apontam se os investimentos previstos são realmente vantajosos. Disponibilizada gratuitamente para os visitantes da feira, a ferramenta é uma boa solução do ponto de vista financeiro. É capaz de apontar informações como a taxa de retorno projetada para os investimentos e se é realmente interessante para o empresário tomar crédito para um projeto
Os visitantes também podem conhecer durante a feira, a versão atualizada do programa “Custos e rentabilidade”, já disponível para as empresas do mercado de forma gratuita. Desenvolvido para companhias que ainda não possuem sistemas de alta performance, funciona como uma plataforma simples e auxilia os transformadores na gestão dos negócios.

ÁREA DE INOVAÇÃO DA FEIPLASTIC TRAZ OS LANÇAMENTOS MAIS RECENTES

O que há de mais novo em tecnologia mundial em produtos químicos e máquinas para atender os diversos setores da indústria está sendo apresentado na Área de Inovação da FEIPLASTIC, no Expo Center Norte. Nesse espaço inédito dentro da Feira, as marcas têm a oportunidade de destacar seus lançamentos e interagir com os visitantes de forma dinâmica.

A injetora da série “Zeres”, lançada pela Haitian, oferece alta precisão para produzir peças de três gramas, por exemplo, que exigem controle de peso. “Essa máquina também reduz o consumo de energia e pode ser aplicada nos segmentos automotivo, embalagem, linha branca e hospitalar”, explica Roberto Melo, gerente da empresa. Ainda de acordo com o executivo, a expectativa é ampliar a participação no mercado brasileiro, a partir dos contatos feitos na FEIPLASTIC. “Já tivemos um bom movimento de visitantes no primeiro dia da feira interessados em conhecer essa injetora”.

Na linha de masterbatches, a Cromex expõe os últimos lançamentos em cores e aditivos para plástico com seu novo portfólio de produtos para os mercados de Fios e Cabos, Agrobusiness e PET. Em destaque, o masterbatch preto - Superblack® concentrado que possui excelente poder de cobertura e dispersão das partículas de pigmento. Perfeito para ser aplicado em diferentes formulações plásticas sem perder as características e beleza do produto final. “O produto tem uma infinidade de aplicações para filmes técnicos nos mercados agrícola, automotivo e alimentício, e também filmes não técnicos, como sacolas, utilidade doméstica, frascos, potes e tampas”, explica  Giovanni Dias, especialista de Projetos e Produtos da Cromex.

A companhia também reservou para a FEIPLASTIC os últimos lançamentos, como o aditivo antimicrobiano, que conferem aos plásticos ação bactericida (elimina as bactérias e impede sua proliferação) e podem ser usados em vários polímeros, como PE, PP, PS, ABS e PET, em todos os processos de transformação.

RECICLAGEM EM ALTA

Durante a FEIPLASTIC, o público visitante também terá acesso aos mais modernos  equipamentos para reciclagem, como a Linha Challenger Recycler Geração II, desenvolvida pela Wortex Máquinas, que além de melhorias técnicas tem capacidade de processar até 20% de material rígido no material flexível ou processar 100% de material rígido ou aglutinado. A geração II apresenta ainda avanços na degasagem de materiais altamente impressos com um sistema opcional de dupla filtragem para materiais com maiores níveis de contaminação.

“Temos know how para implementar linhas completas de reciclagem em empresas que enxergam os resíduos sólidos, principalmente os plásticos do pós-consumo ou mesmo de aparas e rejeitos da produção, como dinheiro, não como lixo. Lixo, aliás, que causa imensos danos ambientais e abarrota aterros sanitários pelo volume e pela destinação incorreta”, afirma Paolo De Filippis,diretor da Wortex.

Serviço:
FEIPLASTIC 2017 – Feira Internacional do Plástico
Data: 3 a 7 de abril de 2017
Horário: das 11h às 20h
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme – São Paulo
www.feiplastic.com.br

Mais informações para imprensa: 2PRÓ Comunicação
e-mail: reed@2pro.com.br
Teresa Silva - (11)3030-9463
Myrian Vallone - (11) 3030-9404
Luciano Somenzari – (11) 3030-9435



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